Organização terrorista conhecida como Estado Islâmico ainda
domina partes da Síria e do Iraque, uma nova geração cresce à sombra do
fundamentalismo islâmico.
Uma denúncia da mídia na última semana assustou até mesmo
especialistas em terrorismo. Vídeos vem sendo publicados, mostrando com orgulho
o que já é chamado de “escola do terror”.
Além de estudar o Alcorão, crianças a partir dos quatro
anos já atiram com rifles AK-47, aprendem a torturar e decapitar os “inimigos”.
Para os meninos que crescem em acampamentos do Estado Islâmico, a palavra
educação tem um sentido muito diferente do resto do mundo.
Seu nome oficial é “Escola da Jihad”, onde os filhos dos
combatentes vão se acostumando desde muito cedo com os horrores da guerra. Em
alguns deles, soldados ensinam táticas militares e fazem as crianças repetir
palavras de ódio contra cristãos e judeus. Para os especialistas, o material
divulgado na internet é uma tentativa de mostrar a “utopia” do mundo sob o
governo do califado.
O relatório do Conselho de Direitos Humanos da ONU
classifica como “crime de guerra” – o recrutamento e a utilização militar de
crianças com menos de 15 anos. Alheio a isso, desde 29 de junho, quando o
califado foi anunciado ao mundo, diferentes informações provam que um número
crescente de voluntários se juntando à causa do EI.
Muitos deles são ocidentais atraídos pelas promessas de
viver em um local onde a sharia (lei islâmica) é vivida à risca. Com os
bombardeios da coalizão liderada pelos Estados Unidos, a aposta é no uso dos
recém-formados na escola jihadista, segundo o próprio Estado Islâmico anunciou
em uma de suas contas nas redes sociais.
As Nações Unidas já constataram que a ISIS “estabeleceu
campos de treinamento para recrutar crianças para a luta armada sob o pretexto
de educação religiosa”. Nos acampamentos, as crianças recrutadas treinam ao
lado dos adultos e protagonizam cenas que são um choque para o restante do
mundo. Há informações de que elas podem ser usadas em missões suicidas,
carregando bombas em seus corpos.
À rede CNN, ativistas de direitos humanos condenaram os
vídeos, afirmando serem “profundamente perturbadores”. Kristyan Bento, gerente
da campanha da Anistia Internacional para a Síria no Reino Unido, disse: “Esses
vídeos supostamente ‘inspiradores’ são realmente novas evidências de que o EI
está cruelmente roubando a infância de um número incontável de jovens, fazendo
lavagem cerebral e expondo-os a perigos terríveis”.
O assunto foi destaque na imprensa dos EUA e Reino Unido.
Os vídeos surgem cerca de dois meses depois das fotos de crianças usando armas
e carregando cabeças de “infiéis”. Contudo, dessa vez ficou provado que é uma
operação planejada e constante, não uma situação esporádica.
A existência de
escolas de terror similares na Palestina já foi denunciada, onde da mesma forma
crianças muçulmanas aprendem a odiar judeus e cristãos.
Com informações de Independent e Prophecy News
Com informações de Independent e Prophecy News

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