A Indonésia ocupa hoje a 47ª posição na lista de classificação de países por perseguição da Missão Portas Abertas.
Por ser
o maior país muçulmano do mundo, deveria estar entre os 20 primeiros, você deve
pensar, mas a perseguição ocorre apenas nas regiões onde a presença de grupos
radicais islâmicos é maior e não em todo o território indonésio.
Segundo
uma de nossas fontes no país, “a perseguição é motivada por uma série de
fatores étnicos, políticos e religiosos”. Ela citou como exemplo o atentado em
uma igreja em Solo (Java Central), em 25 de setembro, em que um homem-bomba que
participava do culto se explodiu, ferindo mais de 20 pessoas. A perseguição aos
cristãos é menor nos vilarejos onde eles são minoria, mas basta se expressar de
alguma forma para que sejam perseguidos.
As
perseguições contra cristãos em Sulawesi (Leste da Indonésia) costumam ser
severas: recentemente uma família de obreiros teve sua casa incendiada e foi
expulsa dali, sob a acusação de proselitismo. Nas ilhas de Maluku, mais
especificamente em Ambom, a população é dividida: 50% cristãos e 50%
muçulmanos. De acordo com o nosso contato, no dia 11 de setembro aconteceu um
incidente em que 10 pessoas morreram.


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