Região: Leste da Ásia
População: 1,4 bilhões (47% urbana)
Cristãos: 11,1%
Religião: Ateus 50,3%, crenças populares 32,6%, budismo 8,4%
A perseguição
Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade
religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. A Constituição afirma
que os cidadãos chineses "gozam de liberdade de crença religiosa." Ao
mesmo tempo, o Estado proíbe organizações públicas de qualquer religião. Os
cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar
publicamente, não sendo os únicos a ser perseguidos. Em alguns casos,
muçulmanos e budistas têm recebido o mesmo tratamento rigoroso dado aos
cristãos e é comum que muitas seitas ou grupos religiosos de menor expressão
sejam extintos.
O objetivo principal do governo é manter a estabilidade e o
poder. Esta é a principal motivação que está por trás do controle populacional,
da reforma econômica e da política religiosa chinesa, que consiste em domínio e
opressão. O Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), também conhecido
como Igreja dos Três Poderes, é a Igreja oficial, controlada pelo Partido
Comunista. As igrejas não-registradas recebem ataques esporádicos do governo. A
perseguição depende principalmente do grau de perigo que o governo enxerga em
cada grupo religioso.
A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e
confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos,
interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as
tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês
têm enfrentado resistência e alguns ataques.
As leis religiosas que entraram em vigor em 1º de março de
2005 aumentaram a pressão sobre grupos não-registrados, exigindo que se
legalizassem ou se preparassem para sofrer as consequências. Além disso, em vez
de facilitar o registro, novas emendas dificultaram o processo.
As Olimpíadas de 2008 afetaram de certa forma o modo de o
governo lidar com a Igreja. As medidas de segurança introduzidas nessa época
foram tão bem-sucedidas, que o governo pode decidir continuar a utilizá-las por
tempo indeterminado. Nesse período, a repressão a reuniões de igrejas
não-oficiais e aos seus líderes aumentou em muitas províncias, bem como o
número de relatos de estrangeiros sendo detidos ou deportados.
O ano de 2008 foi marcado por detenções em massa de membros
de igreja e processos contra pastores.
Missionária chinesa teve sua casa invadida por quatro homens
da polícia secreta de Pequim, quando voltava de um culto, feito de forma
secreta, por razões de segurança.
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